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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Quero passar o Natal com meus filhos", diz mãe de cinco crianças adotadas à força na Bahia


“Quero passar o Natal com meus filhos. Quero eles de volta.” O apelo é da mãe das cinco crianças baianas que foram encaminhadas há um ano e cinco meses para quatro famílias paulistas, Silvânia Mota da Silva, 25 anos.
Na manhã desta quarta-feira (31), em Salvador, ela contou ao UOL como tem sido os meses de espera e expectativa. “Tem sido muito difícil porque eu sou mãe e não quero que aconteça com ninguém o que estou passando. Está todo mundo sofrendo muito, principalmente minha mãe, que ajudava a cuidar das crianças”, disse Silvânia.
Ela chegou a Salvador nesta madrugada, após ter sido ouvida em Brasília pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas da Câmara Federal.
A CPI do Tráfico de Pessoas investiga a suposta existência de uma quadrilha para traficar crianças do sertão da Bahia. Os filhos Ed Silvãnia, quatro meninos (7, 6, 4 e 2 anos) e uma menina (1 ano e 8 meses), foram retirados “à força” de casa.
Primeiro, levaram a menina, no dia 13 de maio do ano passado. Os meninos foram levados em seguida, no dia 1º de junho. Segundo relato da mãe, uma das crianças estava tomando banho na hora e foi levada nua.
“Eu achava que eles tinham ido para o orfanato. Dois deles fizeram aniversário em outubro e outro em dezembro. Eu queria passar o aniversário com eles”, afirmou a dona de casa.
Silvânia disse ainda que vivia com os cinco filhos com a ajuda dos avós, que pagavam aluguel e alimentação. “Eu ainda tinha quatro bolsas (Bolsa Família).” Segundo a mãe, ela nunca falou pessoalmente com juiz Vítor Manoel Sabino Xavier Bizerra, responsável por autorizar a guarda provisória das crianças.
Ela conta ainda que nunca usou drogas, ao contrário do que destacou o juiz ao UOL.
“Meu filhos não eram largados. Estavam na creche e na escola. Eu criei todos com leite de vaca e nunca teve nada. O agente de saúde ia na [sic] minha casa,”.

Defesa

De acordo com o setor jurídico do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca-BA), uma audiência de instrução, para ouvir testemunhas, estava marcada para 12 de novembro, mas foi remarcada para o início de dezembro.
Em 26 de outubro, os advogados do Cedeca-BA, Maurício Freire e Isabella da Costa Pinto Oliveira, entraram com um segundo pedido de retorno das crianças para a família em Monte Santo
“Reforçamos o pedido que já tínhamos feito em 3 de setembro. O juiz (Luiz Roberto Cappio Guedes Pereira) pediu que a gente aguardasse até ele ter os resultados dos estudos sócias com as crianças e famílias paulistas”, diz Freire. Ainda de acordo com os advogados, um dos quatro estudos sociais já foi entregue ao juiz.
“Pedimos também que enquanto o juiz não decide queremos que as famílias sejam intimadas a se apresentarem semanalmente nas Varas da Infância de Campinas e Indaiatuba para que não possam fugir. As crianças também devem ser levadas ao Centro de Referência da Assistência Social para estudo social e que a opinião delas seja ouvida”, disse o advogado. “Queremos evitar a alienação parental (que as crianças esqueçam os vínculos com os pais biológicos).”
“O juiz tem dado declarações de que até dezembro quer dar a sentença”, complementou Isabella. O UOL entrou em contato com o juiz Cappio, novo titular da Comarca de Monte Santo, mas ele não foi localizado.

Tráfico

A participação de uma mulher identificada como Carmem em uma suposta rede de tráfico de crianças para adoção foi confirmada por Silvânia. “Ela aprecia sempre lá e, quando eu estava grávida, ela me disse que eu podia dar para adoção. Ela me deu leite, fraldas e eu disse que iria pensar”, conta. No entanto, Silvânia diz que desistiu.
“Não tive coragem”, explica. Segundo os advogados do Cedeca-BA, a CPI do Tráfico de Pessoas pediu que o sigilo bancário das famílias paulistas seja quebrado para investigar se houve algum tipo de pagamento.

Vídeo

Um documentário está sendo finalizado sobre o caso de Monte Santo, segundo informações do Cedeca-BA. A fotógrafa Marta Torres está colhendo depoimentos de familiares e de crianças amigas dos filhos de Silvânia. A previsão é que até o final da semana já esteja editado.




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sábado, 8 de setembro de 2012

No RN Instalação de parques eólicos em dunas gera discussão



Uma das mais belas paisagens de Rio Grande do Norte, as dunas de Galinhos (160 km de Natal), está sendo modificada para dar lugar a um parque de energia eólica (a partir dos ventos). Mesmo sob protesto dos moradores, o Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte) autorizou a instalação de 72 aeogeradores sobre as dunas para geração de energia eólica.

Em 2009, o consórcio Brasventos ganhou em leilão da Aneel o direito de instalar e explorar três parques eólicos no Estado - dois em Galinhos e um no município vizinho de Guamaré. O investimento é de R$ 620 milhões. A previsão para o inicio da geração de energia nesses parques é o primeiro semestre de 2013.

Acontece que as dunas são o cartão postal de Galinhos, cidade com cerca de 2.000 habitantes que vive do turismo, da pesca e da extração do sal, e a instalação ali dos equipamentos pode mudar a paisagem e a economia locais. A cidade está dividida. Um grupo de cerca de 250 moradores já participou de um abaixo-assinado apoiando o consórcio Brasventos a instalar o parque no município. Já outro grupo é contra a presença dos aerogeradores nas dunas.


A movimentação de tratores e retroescavadeiras para a instalação dos aerogeradores vem mobilizando toda a região. Entidades do setor turístico entregaram no início do ano ao Idema um documento com cerca de 500 assinaturas pedindo o não licenciamento da instalação do parque eólico.Segundo a secretária de Turismo de Galinhos, Chesma Alves, o turismo das dunas faz circular no município mensalmente cerca de R$ 350 mil, totalizando R$ 4,2 milhões por ano.


“Nossa reivindicação é pela não implantação dos aerogeradores nas dunas. Queremos preservar a área do jeito que ela está hoje e transformá-la numa APA (Área de Preservação Ambiental)", disse o presidente da Associação dos Bugueiros de Galinhos, Mário Helisson da Silva Lima, o “Ecinho”.


A hoteleira Ana Müeller, dona da pousada Peixe Galo, diz não entender como o Idema dá licença para destruir as dunas do Capim. “O mais sensato seria deslocar o parque para outra área, preservando as belezas naturais de um ‘paraíso’ ainda pouco explorado pelo turismo potiguar”, diz ela


A guia de turismo Patrícia Araújo, da empresa Marazul, que faz passeios para o litoral potiguar a partir de Natal, vai semanalmente para Galinhos com grupos de turistas. Segundo ela, os turistas têm reagido com indignação com a presença das máquinas nas dunas.

ONDE ESTÁ GALINHOS

  • Arte UOL
    Galinhos está 160 km a norte de Natal

Exigências



Para o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o Idema concedeu a licença ambiental de forma irregular, sem observar as Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e indo contrário às manifestações da comunidade de Galinhos. Uma ação do MP já está na Justiça contra o Idema e a Brasventos Eolo Geradora de Energia S/A e Eolo Energy S.A, responsáveis pelos parques.


“A resolução 369/2006 do Conama só permite fazer obras dentro de uma APP quando não há alternativa técnica de readequação do projeto. Nesse caso de Galinhos, existem outras áreas que poderiam ser utilizadas”, afirma o MP.


Mas o diretor Financeiro da Brasventos, James Clark Nunes, informa que o consórcio cumpriu todas as exigências do órgão ambiental do Estado para licenciar as usinas eólicas de Galinhos.Quanto ao Ministério Público questionar a regularidade da emissão da licença de instalação do parque Rei dos Ventos 1 e pedir a realocação de 22 aerogeradores, Nunes disse que não havia motivo, já que tudo foi feito dentro da lei ambiental.


“Não tem motivo para realocar os aerogeradores, o impacto ambiental é pequeno. Já realocamos a posição de cinco deles que estavam mais próximo do povoado de Galos”, disse o diretor.
Licença


O diretor do Idema, Gustavo Szilagyi, afirmou que o órgão se baseia nas leis ambientais para aprovar os projetos de energia eólica no Estado e tem o Núcleo de Parques Eólicos dentro da Subcoordenadoria de Licenciamento Ambiental e Controle Ambienta (SLCA) só para cuidar desses processos envolvendo esta energia.


São mais de 15 mil processos envolvendo licenciamento ambiental, renovação e transferência de titularidade, principalmente de projetos para usinas eólicas no Estado


“São mais de 15 mil processos envolvendo licenciamento ambiental, renovação e transferência de titularidade, principalmente de projetos para usinas eólicas no Estado”, disse Szilagyi.


Com relação a Galinhos, o presidente do Idema foi proibido de falar pelo governo do Estado. A Assessoria de Imprensa do órgão orientou a reportagem do UOL a tentara contato com o procurador geral do Estado, Miguel Josino Neto, informando que só ele tem autorização falar sobre o caso.


Na Procuradoria Geral do Estado, uma secretária do procurador informou que ele estava viajando e ficou de retornar a ligação para marcar uma entrevista. Não houve retorno.
Problemas


A professora do curso de Geografia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Zuleide Lima, da disciplina de geografia do ambiente costeiro, diz conhecer bem a península de Galinhos. Segundo ela o ambiente costeiro de Galinhos é muito frágil.


O movimento da areia nessa área de dunas móveis é intensa, o custo de manutenção do parque será alto, podendo inviabilizá-lo. A não ser que a margem de lucro da geração dessa energia eólica seja muito alta


“O movimento da areia nessa área de dunas móveis é intensa, o custo de manutenção do parque será alto, podendo inviabilizá-lo”, disse a professora. “A não ser que a margem de lucro da geração dessa energia eólica seja muito alta, do contrário, o consórcio terá problemas.”


A Brasventos pensa diferente. Consórcio formado pela empresa paranaense J. Malucelli, Furnas e a Eletronorte, subsidiárias da Eletrobrás, ela está investindo cerca de R$ 400 milhões na instalação dos parques eólicos Rei dos Ventos 1 e 3 no município de Galinhos.


A empresa afirma que os parques eólicos tiveram as licenças concedidas pelo Idema e que a realocação de aerogeradores inviabilizaria todo o projeto. Os dois parques têem capacidade para gerar 90 MW, energia suficiente para atender a uma cidade com cerca de 800 mil habitantes.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jogo inspirado nos filmes promete reviver aventuras de John Rambo


A Reef Entertainment revelou novos detalhes de Rambo The Video Game — em produção para consoles e PC. O jogo vai misturar perspectiva fixa, tiro em primeira pessoa e diferentes tipos de ação.
Os filmes Rambo III e III servirão de base para os cenários e parte dos roteiros também serão utilizadas. O jogo está sendo desenvolvido pela Teyon, que já garantiu cenários destrutíveis, física realista e uma inovadora tecnologia de mira.
"Estamos nos concentrando na autenticidade dos filmes, variedade de ação e cenas explosivas para 'Rambo The Video Game'. Combinamos o modo de jogo com perspectiva fixa com elementos mais modernos para chegar até algo que acreditamos ser o ideal para representar toda a ação dos filmes", afirmou Craig Lewis, diretor comercial da Reef Entertainment.
Ainda não há data de lançamento confirmada.

Veja abaixo o trailer e as primeiras imagens na galeria acima:

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Por que a Globo preferiu pagar a usar imagens de graça da Record



Como prevê o contrato, o "Jornal Nacional" deu crédito à Record ao mostrar imagens dos Jogos de Londres 
Como prevê o contrato, o "Jornal Nacional" deu crédito à Record ao mostrar imagens dos Jogos de Londres


A briga pelos direitos de transmissão de imagens dos Jogos Olímpicos de Londres produziu uma situação aparentemente bizarra no Brasil. A Globo preferiu pagar a uma empresa estrangeira por imagens que poderia usar de graça, cedidas pela Record. É uma história complicada, que mostra o estado de animosidade entre as duas emissoras.

Dona dos direitos de transmissão da Olimpíada, a Record é obrigada a ceder gratuitamente um pacote diário para todas as concorrentes na TV aberta brasileira.

A emissora informou na semana passada as condições de uso deste material. Avisou que vai ceder diariamente seis minutos de imagens para serem usados em blocos de até três minutos em qualquer telejornal ou programa de cobertura nacional, num período de 24 horas.

A Record exige que as emissoras enviem uma fita e a retirem na emissora, diariamente, às 18h30, com as imagens. Não pode haver repetição ou replay das imagens exibidas em cada programa.

Segundo a Record, até 2008, em Pequim, quando a Globo detinha os direitos de transmissão dos Jogos, “as imagens só eram liberadas para exibição em blocos de dois minutos, em apenas três programas ao longo do dia”.

A Globo afirma que procurou a Record em abril, querendo saber quais seriam as condições de uso destas imagens e que, como não obteve resposta, procurou o COI (Comitê Olímpico Internacional) para saber se haveria alternativas na obtenção de imagens.

A emissora, então, comprou da OBS (Olympic Broadcast Services) um pacote pelo qual pode usar seis minutos de imagens em no máximo três programas jornalísticos regulares, podendo exibir até dois minutos em cada. Este pacote foi oferecido a empresas não detentoras de direitos dos Jogos por 6 mil libras (cerca de R$ 19 mil).
A OBS envia as imagens via satélite em boletins de 30 em 30 minutos. Não há restrição para replay e é possível usar uma mesma cena nas 48 horas seguintes.
O acerto com a OBS limita o uso das imagens a três telejornais (diferentemente da Record, que permite que elas sejam usadas até oito vezes no intervalo de 24 horas) e a dois minutos por programa (em vez de três, como oferece a concorrente), mas deixa a Globo com maior  oferta e agilidade.
Ao comprar este pacote, a Globo se comprometeu a sempre creditar as imagens ao detentor dos direitos no Brasil, a Record, mas não precisa mostrar a logomarca da concorrente, o que teria de fazer se utilizasse as imagens cedidas de graça.
As limitações estabelecidas pelo OBS são, de fato, exigências do COI, que a Globo, como qualquer outro não detentor de direitos, se comprometeu a aceitar.

MAURICIO STYCER

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor. É autor dos livros “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (editora Alameda) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense” (Panda Books). Conheça seu Blog no UOL
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dado Dolabella oferece R$5 mil de indenização à camareira que o acusa de agressão


Dona Esmeralda chega para audiência de conciliação sobre suposta agressão de Dado Dolabella (25/7/2012)
Michel Asseff Filho, advogado de Dado Dolabella, ofereceu R$5 mil de indenização à camareira Esmeralda de Souza Honório em audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (25), na 11ª Vara Cível do Rio, do caso em que o ator é acusado de agredir a camareira durante uma briga com a ex-namorada, a atriz Luana Piovani, em 2008.
A indenização foi oferecida pelos três meses em que a camareira ficou sem trabalhar na época da suposta agressão. Dona Esmeralda compareceu ao encontro com a Justiça, acompanhada dos advogados Maria José Arruda de Almeida e Marcos Salomão, e não concordou com o valor oferecido. Caberá à juíza Lindalva Soares Silva arbitrar o valor.
Na audiência, dona Esmeralda contou que chegou a ficar três meses com os punhos enfaixados e sem trabalhar. Ela afirmou que Dado a empurrou quando ela se aproximou de Luana para saber o que estava acontecendo. 
Pelas imagens gravadas pelo circuito interno da boate, o casal começou a discutir na pista de dança, e Luana caiu sentada no chão. Ao tentar apartar a briga, a camareira também foi derrubada e sofreu luxação nos dois braços.
A juíza também ouviu o diretor de palco Gerson da Silva dos Santos, que testemunhou a favor da camareira. Ele estava na boate no dia da confusão e disse que viu Dado empurrar Esmeralda. Luana foi intimada a comparecer na audiência, mas não foi ao local. Segundo Michel Asseff, Dado não foi intimado e não compareceu porque "seria um desgaste desnecessário".
“O Dado disse que tudo o que ele quer é trabalhar e cuidar dos filhos dele. Ele reconhece o que aconteceu em relação à Dona Esmeralda. O fato nunca foi negado por ele. Desde o dia seguinte da briga, o Dado enviou flores e um cartão dizendo que estava à disposição para tudo o que ela precisasse", afirmou Michel.
Marcos Salomão, que representa Esmeralda, espera que a juíza arbitre o valor que ela achar necessário na ação de dano moral. “Não tem um valor. É o valor que a juíza decidir”, disse o advogado.





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